Loucos no poder


Minha primeira grande eleição foi em 1998 e lembro o quanto fiquei apreensivo ao saber quão importante era votar. E votar bem! Uma das coisas que sempre me perguntava era o que eu esperava de um político. Eleição ia e vinha e o questionamento sempre voltava.

Nesses dias estava rolando o tal plebiscito na Venezuela e fiquei pasmo em ver o quanto um político pode ser sem noção como o Hugo Chavez. Um populismo que me lembra personagens de novela ou apresentadores de talk show.

Aqui no Brasil não estamos tão atrás. Desde antes do começo da república, nossos reis e rainhas já eram bem peculiares (lembram do filme Carlota Joaquina?). Depois veio a república, com os mais variados exemplos: Getúlio e seu populismo, Jânio e sua vassourinha, Enéias e sua barba de nióbio...

Um que eu mesmo apoio e dou meu voto é o César Maia, prefeito do RJ. A alguns anos atrás ele não passava uma semana sem um factóide, como quando ele recusou de deixar a cidade do RJ sair do horário de verão ou quando disse que ia correr nu no aterro com sua candidata ao governo do estado caso ela não ganhasse (e não ganhou). Depois de tudo isso, quem somos nós para achar o Chavez tão estranho?

Capitalismo espiritual

Hoje estava lendo o UOL e uma matéria me chamou a atenção. Era uma matéria da Revista Trip sobre um cientista indiano e sua idéia de "economia espiritual".

A chamada da matéria é " O cientista indiano Amit Goswami acredita que o capitalismo está perdendo espaço para o que chama de economia espiritual"

A matéria está AQUI e vale a pena ser lida. Eis um trecho:

“O que acontece quando uma corporação estimula a criatividade interna de todos os seus funcionários, permitindo a eles que abram suas almas? O meio corporativo, como um todo, torna-se mais feliz, e cheio de vitalidade e de significado. Mais ainda, a criatividade interna pode aumentar a criatividade externa de pessoas já abertamente criativas, e espinha dorsal de uma corporação inovadora.”

Eu concordo praticamente com tudo que este Amit diz e sou um exemplo de como um trabalho que valoriza a pessoa e seu bem estar extrai o melhor de seus funcionários.

Só não sei direito se em todo tipo de trabalho será possível zelar pelo bem estar do trabalhador, como em trabalhos pesados e arriscados (tipo minas e etc). Estes são locais onde nem o capitalismo ainda chegou, onde ainda impera o feudalismo.

Bem, torçamos para que os robôs cheguem logo! Mas isso é assunto para outro(s) post(s)!