Nadar no medo

Eu e a piscina temos uma relação bem interessante!

Por muitos anos eu tive pânico de entrar na água, fosse em piscina, mar, rio, etc, mas faz algum tempo que nado regularmente.

No começo era o medo de se afogar, uma insegurança compreensível, afinal, não fomos feitos para a água e sim para a terra firme. Foi penoso entender que a estrada para o sucesso é sempre a mais esburacada (no caso de natação, a raia...).

Comecei a entender que a diferença entre um nadador comum e um grande nadador como Gustavo Borges, Thiago Pereira e Ian Thorpe está apenas na quantidade de água que eles já beberam na piscina. O grandes nadadores já beberam muita água de piscina entre treinamentos duros e intensivos, tomadas e mais tomadas de tempo, treinos educativos (aqueles que parecem não levar a nada mas fazem toda a diferença), etc.

Escrevo esse post num momento onde nadar já faz parte da minha vida. O medo de afogar ficou para trás e o medo de não conseguir também. Pensei nisso na piscina essa semana e me lembrei como com tudo na minha vida tem sido assim.

O medo só vai embora quando você se lança sobre ele sem reservas, na segurança de conhecer o ambiente onde você está. Seja na piscina, num relacionamento a dois, no relacionamento com Deus, no trabalho, família... o segredo é apenas se entregar, bater as pernas e deixar a vida nos levar!


Um comentário:

Mary disse...

Você realmente se superou e pessoalmente eu fico muito feliz porque acompanhei este desenvolvimento. Hoje você nada muito bem e isso foi fruto de muito esforço. Mas diz que não ajudou saber que até os mortos boiam?? risos
Bjinhos